Prosseguindo com os meus modestos rascunhos sobre o Acordo Ortográfico, lembrei-me destas querelas / rifarias, publicadas no Diário de Notícias de 26 e 27/04/2006, entre José Pina Martins, presidente da Academia das Ciências de Lisboa, e o prof. Malaca Casteleiro, que nunca vi, ignorância minha porventura, aclarada. Haja alguém que me elucide.
Publicara, a propósito, este apontamento aqui, pois acabara de comprar a obra «África Negra-História e Civilizações», de Elikia M’Bokolo e deparar-me com esta declaração por parte dos responsáveis pela edição da obra: «Acrescente-se uma observação técnica: fomos obrigadas a manter em francês muitos termos geográficos, assim como alguns etnónimos, por não dispormos de regras capazes de permitir a sua portugalização, sempre que esta podia ser útil, e às vezes mesmo indispensável. Se o Dicionário de José Pedro Machado nos foi, apesar das suas imensas lacunas, deveras útil, já o recentíssimo Dicionário da Academia, ou assim chamado, se revelou muito desapontador.»
