In fine, não é fácil ter capacidade de recuo para interiorizar o vivido e chegar, sem grandes alardes, à conclusão de que há uma nostalgia boa. Ainda bem que chega ao fim «A vida verdadeira dos sessenta-e-oitistas».
E digo eu, apossando-me das palavras de Gregório de Matos: «Quando ele se viu sozinho, / da cova na escuridão, surripiou de mansinho / os dourados do caixão.»
É que, parafraseando Rui Bebiano, «[...] alguns dos nossos ex-maoístas, por exemplo, que insistem em falar do seu próprio passado como de uma velha medalha oxidada) [...]».
Assim seja!
Imagem: cartaz Atelier Populaire, 1968
