Legendas & Etcaetera

Maio 5, 2009

Vasco Granja

Arquivado em: Cinema — casoual @ 5:13 am

Uma Vida Cheia de Animação, 1925-2009 mrmagoo02 «Vasco Granja é uma figura incontornável na animação portuguesa. O homem que nos trouxe a pluralidade desta arte, mostrando obras que iam desde o Canadá até à Checoslováquia, quando o Leste ainda estava fechado por uma cortina, mostra as suas referências e o seu passado neste entrevista. Uma vida rica que começou em 1925, cinquenta anos antes de surgir na RTP. [...] É verdade que a RTP apagou os seus programas do arquivo? Bom, isso é norma. Não se pode arquivar tudo. É uma norma apagar tanta coisa dos arquivos? Então e o espaço que ocupava? Oiça lá, e a despesa que é a manutenção do arquivo? Na minha opinião, défice por défice, pelo que menos que a RTP tenha parte do seu prejuízo por guardar e conservar o seu espólio, histórico. Bom, mas eles têm apontamentos de tudo, como têm de mim. Ainda guardam algumas imagens minhas. O que é que tinha em mente quando fazia os seus programas, quando seleccionava as animações? Isso era consoante o tema, e eu também convidava pessoas a participar, miúdos e graúdos. Mas tinha alguma mensagem que queria fazer passar? Sim, a mensagem da paz, por exemplo, da não-violência, da cultura. Havia uns do Leste que eram magníficos, e hoje ninguém os vê. Eu via, e lembro-me de ver alguns muito belos, mas alguns eram incompreensíveis… Eu às vezes também não entendia (risos). Mas eu não tinha o direito de não gostar. Houvesse alguém…Havia coisas complicadíssimas, é verdade. Por isso é que cheguei a ter dois programas semanais. Um mais para as crianças, digamos, e outro mais de pesquisa. A RTP sempre se comportou bem comigo. Deve ter havido uma grande diferença quando se passou do preto e branco para a cor. Mas olhe que os filmes a preto e branco também têm muita importância. Sim, só que com uma televisão a cores pode-se ver cinema, as pessoas reconhecem-no?», in Amor de Perdição

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